domingo, 28 de outubro de 2012

Hoje sou o que ontem não fui


Hoje sou o que ontem não fui
Amanhã serei um outro qualquer
Enquanto esse não me substitui
Sou escravo do que este quiser

Todos os dias sou um diferente
O que hoje penso
Amanhã não tenho em mente

E assim nem me conheço
Nem posso dizer quem sou
Por mim não tenho apreço
E ao que é meu não me dou

Esta vida me enlouquece
Aqui deixo escrita a minha sina
E mais uma questão prevalece
Esta carta quem assina?

sábado, 17 de dezembro de 2011

O erro do pintor

Observo a população
Ausento-me por instantes
Foco-me nas coisas importantes
Para tirar uma conclusão

O jovem casal que namora
Perto da fonte do prazer
Ficam-se beijando toda a hora
Nada mais querem fazer

Aquele senhor, sim o pintor
À sua vida queria dar outra cor
Agora lamenta-se de não ter lutado
Pelo futuro que haveria sonhado

Ao lado, o dono da parede pintada
Trabalhou arduamente
Levou a sua luta prá frente
Para hoje ter uma vida abastada

Já a velhota lá do canto
Que já viveu tanto
Em vez de ensinar
Prefere dos outros mal falar

Depois de tudo ter analisado
Questionei o que vi
E num papel deixei apontado

Na vida há tempo para tudo
Faz as coisas com rigor
Fortalece o teu escudo
E não sigas o erro do pintor

Nunca abdiques do teu sonho!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ei,Ou,Eu

Peguei na caneta, rabisquei
Uma frase, curta, formei
Pensei, e não apaguei
Apago? Me questionei
Esqueci e guardei

Era tarde, descansei
Dormi, sonhei
8h passaram, acordei
A tal frase relembrei
Não fazia sentido, achei
Dobrei e rasguei
No lixo joguei

Uma jovem passou
Nos papéis agarrou
Peça a peça, as partes juntou
Contudo não ligou
Àquilo que vislumbrou

Eu cresci, ela cresceu
Eu esqueci, ela não esqueceu
O tal papel que um dia leu
Tarde demais quando percebeu
A frase que este poema meu
Até aqui escondeu

O meu amor por ti faleceu!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Está escuro

Está escuro
Não se ouve nada
Silêncio puro

Não te sinto
Nada deixaste
Foi tudo extinto

A minha alegria
Os meus sonhos
A minha euforia

Aperta a ansiedade
Caiu na realidade
Oiço algo

Chuva lá fora
Chuva cá dentro
Dor no centro

Uma gota cai
Outra escorrega
Mais uma que sai

Algo se prenunciou
Foi o coração
Saudade no ar
Lágrimas no chão!

sábado, 1 de outubro de 2011

A Viagem


Percorri as colinas que me separavam
Quebrei os obstáculos que me distanciavam
Foi então que te encontrei
Algures, perdida entre betão
Nada sabia, agora tudo sei
E sei porque sangrava o coração

A angústia chegara ao fim
Estou pronto para viver
Pois descobri a melhor parte de mim,

Tu!