sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Solidão

Sozinho no quarto, a solidão
Assola o meu coração
Finjo que não sinto
E a mim próprio me minto

Penso em tudo, só penso em nada
Penso que pensei, que ao pensar
Me libertava desta charada

Então resolvi ripostar,
Para ver se a afugentava
Comecei a rabiscar
Mas nem um verso se formava

Esforcei-me no fundo do coração
Pensei num tema, mas nunca consegui
Realizar o poema, e assim adormeci…
Adeus, solidão!

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